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Sobre VISÃO.

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Ver é diferente de olhar. Olhar é diferente de prestar atenção. Prestar atenção pode te levar a entender o significado de perceber. Perceber é aquilo que te ajuda a entender o que é percepção. E o que percepção tem a ver com visão? Sabe aqueles dias em que nada dá certo? O ônibus/trem/metrô atrasa, o trânsito está caótico, você fica em pé no transporte lotado, ninguém segura sua bolsa pesada e você já chega no serviço com dor de cabeça, estressada e com muita raiva até do ar? Nesses dias você não enxerga. Logo, você não olha pra nada, você apenas vê. Você vê o serviço, o executa de maneira mecânica, pré-programada pela rotina. Se ao final da manhã te perguntarem qual o primeiro e-mail enviado você precisará retornar à caixa de enviados para responder. Você não sabe, porque não olhou o que fazia, apenas viu. Você está enfiada numa tarefa importante, totalmente fechada dentro de si enquanto raciocina e alguém comenta algo que te interessa. Você para, e olha pra pes...

Desabafo da Elaine, tentante.

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Esse é antiguinho, mas ainda o sinto da mesma forma... Então lá vai... --- Eu sonho em ser mãe desde que era menina, e brincava que era mãe das bonecas. Todas as minhas Barbies, em minhas brincadeiras, eram casadas e tinham filhos. Acho que já nasci querendo ter família sabe, marido e filhos. Tive a fase da negação, em que brigava com qualquer um que se atrevesse a dizer que eu iria casar, porque decepcionada como estava, nem cogitava a possibilidade de voltar a pensar no assunto. Mas, fui sarada, voltei a sonhar, Dário chegou e me fez ressurgir daquela morte emocional. Em 20/Setembro/2010 começamos a namorar, noivamos em 20/Fevereiro/2011 e casamos em 17/Dezembro/2011. Pois é, 1 ano e 2 meses de namoro, e foi a escolha mais acertada que já fiz na vida: ELE. Já são 2 anos, 4 meses e 20 dias de casamento, e, o desejo de ter filhos é tão gigante, que há 19 meses já não tomo anticoncepcionais, nem evitamos filhos. Compramos nosso Apartamento, e, devemos nos mu...

Brevidade.

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Qualidade do que é breve, do que tem pouca duração. Que possui uma extensão reduzida, que não dura muito tempo;  veloz; (Figurado) Laconismo ou sintetismo; Efemeridade ou momentaneidade. A vida é um sopro. O tempo é um piscar de olhos. Se paramos pra pensar no dia anterior, perdemos o dia de hoje. Se nos preocupamos com o amanhã, desmerecemos os esforços do passado, e, desperdiçamos o hoje. Todo ganho, toda conquista, é na verdade um misto de ganho/perda porque ao mesmo tempo que conquistamos algo, perdemos aquele tempo vivido, que por mais vivo que esteja em nossas memórias, fotografias, redes sociais, não volta. É passado. Acabou. Comemoramos o Natal de 2013 ontem, e já se passaram 231 dias desde então. Fechamos os olhos por alguns minutos e a noite acabou, já é dia. Guardamos rancores, mágoas, decepções, frustrações e sonhos de consumo por anos, mas, nem lembramos de dez por cento das alegrias vividas durante esse período. Lembramos sim, da bolsa que não...

O Sentido da Tristeza e a leveza da Felicidade.

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A tristeza não tem sentido, apesar de você tê-la sentido durante todo esse tempo. O sentido dela é amortecer os teus sentidos, te fazendo inerte ao mundo ao seu redor... Enquanto o vento traz a leveza da felicidade, você – encolhido e amordaçado na tristeza – não a percebe, embora ela balance seus cabelos. Enquanto você sente que nada mais faz sentido e busca respostas para os milhares de porquês que perturbam sua paz, a tristeza encontra em você um sentido de permanecer viva. Ela te sufoca, e se fortalece em sua fraqueza. Quanto pior você está, maior ela fica. Ela consome, ela cega. A felicidade continua passando em sua frente... São pássaros cantando em sua janela, um dia novo que nasce enquanto você dorme, o barulhinho das ondas do mar quebrando na praia enquanto você caminha na areia, a beleza das árvores centenárias que não se quebram apesar de já estarem curvadas pelo tempo... Uma criança que te sorri na rua e te dá a mão, um gari que te dá bom dia, o porteiro qu...

Como é que a gente percebe que precisa mudar?

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O tempo passa, até a uva passa, e a sua vida muda apenas em partes. Você muda! As pessoas ao seu redor também mudam junto. Você muda de emprego, renova o círculo de amizades, muda de lugar preferido, escolhe uma nova música favorita, desgosta do filme que era figurinha carimbada no seu DVD, enjoa daquele jeans que até ontem era a escolha certa, muda o cabelo, enjoa da cor das unhas, descobre que quer usar azul e amarelo mesmo sem ser copa do mundo, e, percebe que alguns sentimentos simplesmente não mudaram em nada dentro de você. Aí pra variar bate aquela melancolia básica que te assombra há alguns anos, mas nos últimos dois tá intima demais... E você começa de novo a rever o filme de onde caiu, onde perdeu, onde desacreditou, onde se perdeu de quem era. Só que rever não altera o script! Você continua não sabendo voltar ao que era, nem continuar de onde parou! As dores voltam, e doem como no primeiro dia – que diga-se de passagem, já foi há 2 anos atrás – e de novo você tent...

Manifesto ao Perdão.

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Muito se ouve falar em relação à Restituição. Todos desejam ser restituídos! Dos impostos que pagam, da Receita Federal, do namorado que a amiga roubou, da amizade que te levaram, dos sonhos perdidos por uma decepção, da dor que aquela traição trouxe. O que mais se deseja é ser restituído. Ressarcido. Recompensado. Justificado. Beneficiado. Honrado. Porém, o que quase nunca – ou nunca mesmo – se ouve falar é em ser o agente desta restituição. Por que não, o que deseja ser restituído, restituir alguém? Não importa se você foi o causador da perda do outro, mas, você pode auxiliá-lo a superar essa perda. Você também precisa ser restituído, também está carregado de dor e medo, e acha que não tem nada para oferecer, mas tem: Compreensão. A compreensão de quem sabe exatamente o quanto dói perder algo. A compreensão de quem sente a dor que o outro sente, e, sabe exatamente o que isso lhe causa. Doar-se ao outro enquanto o que mais se deseja é receber atenção. Dar o abraço...

Coloque o mundo no MUDO.

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O mundo gira, mas o dela para. Na verdade já está assim há algum, mas ninguém se atreveu a perguntar o que houve. Ou tem medo da resposta ou não querem mesmo saber, porque ela, não é problema de ninguém. E por mais que digam que querem ajudar, quem perguntou, perguntou apenas porque precisava de uma frase pra começar a conversa, e, antecipar o pedido que seria feito. Ela já foi forte. Era doce, sonhadora, empolgante. Seu mundo girava depressa, mas, cada minuto era muito bem aproveitado, cheio de vida. Seus dias exalavam alegria. Ela distribuía incentivo, motivação, elogios e abraços. Mas, quando a alegria se afastou, o incentivo aos outros deixou de existir também. Ela começou a ser carente de elogios, abraços, e, mais ainda, carente de pessoas. Fulana murchou. Afogou-se em lágrimas por vários dias. Anos até. Foi perdendo aquela vitalidade tão costumeira. O brilho em seus olhos foi ofuscado por uma nuvem de silêncio e isolamento. E ela parou. Colocou o mundo ao s...